quarta-feira, 30 de janeiro de 2019

Paraty, para todos!

Foto: Renata Girodo


Quer conhecer um lugar paradisíaco e multicultural, então, você não pode deixar de ir até Paraty, no Rio de Janeiro.
O destino apresenta passeios para todos os estilos e perfis: de praias de águas tranquilas, cachoeiras imponentes, a esportes radicais, além é claro do rico cenário cultural da cidade, com a apresentação de artistas de rua, igrejas centenárias e a famosa ‘Festa Literária Internacional de Paraty’ (FLIP), que reúne todos os meses de julho, uma multidão de apaixonados por novas histórias e contos.
Outra faceta saborosa de Paraty é a culinária. São diversas opções de restaurantes e barzinhos, com a maioria deles localizados no Centro Histórico, onde são servidos uma infinidade de pratos, com assinaturas de Chefs famosos e, ainda, um menu que atrai pela diversidade das receitas provenientes de todos os lugares do mundo.


Centro Histórico
Foto Renata Girodo

Cidade cortada pela Estrada Real, que nos primórdios servia de rota para o transporte do ouro, e ligava Minas Gerais, São Paulo e Rio de Janeiro, Paraty ainda mantém traços deste passado histórico.
As principais ruas do centro tombadas pelo Patrimônio Histórico e Artístico Nacional são todas fechadas por correntes, o trânsito de veículos é proibido. No entorno, somente carruagens podem passar. Este é um atrativo interessantíssimo do local. Os nativos dirigem o meio de transporte e contam a história de cada pedacinho de Paraty. Um passeio imperdível!
Nas ruas, o calçamento é o famoso pé-de-moleque - pedras irregulares, colocadas no chão, uma a uma, por escravos. Reza a lenda que esse trabalho minucioso foi realizado pelas crianças.
Nas construções dos séculos XVIII e XIX, destacam-se o estilo colonial, com suas varandas e casinhas coloridas.  O abacaxi  que por sua coroa representa a nobreza, e os símbolos da maçonaria, também são muito presentes nos casarios.

Praias
Praia da Lula - Foto: Renata Girodo

As praias mais próximas do centro são a de Jabaquara e Pontal, ambas de águas mornas e tranquilas são repletas de conchinhas. Os dois locais têm à disposição serviços como guarda-sóis, cadeiras e boa culinária.
No entanto, os turistas preferem andar alguns quilômetros e ter acesso a águas mais claras e areia branquinha como as de Prainha, Paraty-Mirim e São Gonçalo - que dá acesso de barco à travessia para a paradisíaca Ilha do Pelado. Algumas entradas ficam escondidas na Rodovia Rio-Santos e, é importante a ajuda de um GPS para melhor localização.
Em dia de sol forte, é possível ver a diferença da cor do mar de Paraty com água transparente, que brinca em mudar de cor do azul ao verde. Uma verdadeira ‘camaleoa’ que traz um espetáculo maravilhoso para os olhos!
As praias e ilhas mais preservadas e distantes como a Praia da Lula, Praia Vermelha, Lagoa Azul, Ilha Comprida, entre outras, só são alcançadas por embarcações. Diversas escunas fazem este roteiro, com paradas para almoço, banho de mar e visualização de peixinhos coloridos. Não é incomum encontrar tartarugas e golfinhos se exibindo no mar de vários tons.
Se a ideia for passar o dia em um destes lugares, reúna uma turma e alugue um meio de transporte marítimo particular. Assim, você pode combinar os valores dos serviços e o tempo estimado em cada lugar,  pois a média de parada dos passeios de escuna gira em torna de no máximo uma hora, e a sensação de que se poderia aproveitar mais fica evidente.


Trindade


A 25 quilômetros de Paraty, na direção sul, a Vila de Trindade é parada obrigatória. Você deixa o seu carro em um estacionamento com valor único e aproveita o dia sem dor de cabeça. Como o local é bem rústico, e não vi nenhum caixa eletrônico por onde andei, indico que levem dinheiro em espécie. 
A Praia do Meio é a mais frequentada. É dela que saem os barquinhos rumo às piscinas naturais do Cachadaço, aonde os turistas vão para apreciar a natureza e os peixes.
O percurso também pode ser realizado por trilha dentro da mata, com uma caminhada de até uma hora. Com muitos galhos e perigo de escorregar, não aconselho a rota, principalmente para quem está com crianças e idosos. Na dúvida, vá de embarcação. Evite os finais de semana, feriados prolongados e alta temporada, pois a areia fica toda remexida e as espécies marinhas se escondem. No local, é necessário levar água e alimentos leves, pois não existe nenhum tipo de infraestrutura e nem banheiro.
Aconselho também a não carregar objetos de valor alto e itens que não possam molhar, pois tudo tem que ficar em cima de pedras altas com difícil acesso. É necessário escalar as pedras que ficam no meio das águas para pegar os itens, e o espaço tem que ser dividido com os demais turistas.
Outras praias visitadas são: Cepilho, Praia Brava, Praia dos Ranchos. Todas elas já possuem ondas, e se tornaram o point dos surfistas, não são tão visitadas pelas famílias.


Cachoeiras
Cachoeira Sete Quedas - Foto: Alex Alves de Souza

Paraty é cercada por cachoeiras. No sentido da Rodovia Paraty-Cunha encontram-se algumas das mais bonitas. As principais estão em propriedades privadas, por isso, é necessário pagar uma taxa por pessoa para entrar.
Minhas indicações são a Cachoeira da Pedra Branca, Cachoeira Sete Quedas (com acesso por três quilômetros de estrada de terra, ela possui quiosques e infraestrutura com banheiro e restaurante para almoço) e Cachoeira do Tobogã - que jovens paratienses escorregam e fazem manobras como se estivessem surfando e, no final, caem na água. Os turistas mais corajosos costumam descer sentados. Não acho segura a descida, principalmente porque não existe colete salva-vidas e o local da chegada não dá pé.
O legal é conhecer as cachoeiras, curtir a natureza e os saguis, que vez ou outra, saem da mata e aparecem para saudar os visitantes, mas nada de se arriscar em locais profundos ou descidas perigosas.
Se o texto despertou um desejo incessante de conhecer Paraty, visite o meu canal no YouTube e conheça o local mais de perto:



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