| Foto: Renata Girodo |
Quer
conhecer um lugar paradisíaco e multicultural, então, você não pode deixar de ir
até Paraty, no Rio de Janeiro.
O destino
apresenta passeios para todos os estilos e perfis: de praias de águas
tranquilas, cachoeiras imponentes, a esportes radicais, além é claro do rico
cenário cultural da cidade, com a apresentação de artistas de rua, igrejas
centenárias e a famosa ‘Festa Literária Internacional de Paraty’ (FLIP), que
reúne todos os meses de julho, uma multidão de apaixonados por novas histórias
e contos.
Outra faceta
saborosa de Paraty é a culinária. São diversas opções de restaurantes e
barzinhos, com a maioria deles localizados no Centro Histórico, onde são servidos
uma infinidade de pratos, com assinaturas de Chefs famosos e, ainda, um menu
que atrai pela diversidade das receitas provenientes de todos os lugares do
mundo.
Centro Histórico
| Foto Renata Girodo |
Cidade
cortada pela Estrada Real, que nos primórdios servia de rota para o transporte
do ouro, e ligava Minas Gerais, São Paulo e Rio de Janeiro, Paraty ainda mantém
traços deste passado histórico.
As
principais ruas do centro tombadas pelo Patrimônio Histórico e Artístico Nacional
são todas fechadas por correntes, o trânsito de veículos é proibido. No
entorno, somente carruagens podem passar. Este é um atrativo interessantíssimo
do local. Os nativos dirigem o meio de transporte e contam a história de cada
pedacinho de Paraty. Um passeio imperdível!
Nas ruas, o
calçamento é o famoso pé-de-moleque - pedras irregulares, colocadas no chão, uma
a uma, por escravos. Reza a lenda que esse trabalho minucioso foi realizado pelas
crianças.
Nas
construções dos séculos XVIII e XIX, destacam-se o estilo colonial, com suas
varandas e casinhas coloridas. O abacaxi que por sua coroa representa a
nobreza, e os símbolos da maçonaria, também são muito presentes nos casarios.
Praias
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| Praia da Lula - Foto: Renata Girodo |
As praias
mais próximas do centro são a de Jabaquara e Pontal, ambas de águas mornas e
tranquilas são repletas de conchinhas. Os dois locais têm à disposição serviços
como guarda-sóis, cadeiras e boa culinária.
No entanto,
os turistas preferem andar alguns quilômetros e ter acesso a águas mais claras
e areia branquinha como as de Prainha, Paraty-Mirim e São Gonçalo - que dá
acesso de barco à travessia para a paradisíaca Ilha do Pelado. Algumas entradas
ficam escondidas na Rodovia Rio-Santos e, é importante a ajuda de um GPS para melhor
localização.
Em dia de
sol forte, é possível ver a diferença da cor do mar de Paraty com água
transparente, que brinca em mudar de cor do azul ao verde. Uma verdadeira ‘camaleoa’
que traz um espetáculo maravilhoso para os olhos!
As praias e
ilhas mais preservadas e distantes como a Praia da Lula, Praia Vermelha, Lagoa
Azul, Ilha Comprida, entre outras, só são alcançadas por embarcações. Diversas
escunas fazem este roteiro, com paradas para almoço, banho de mar e
visualização de peixinhos coloridos. Não é incomum encontrar tartarugas e
golfinhos se exibindo no mar de vários tons.
Se a ideia
for passar o dia em um destes lugares, reúna uma turma e alugue um meio de
transporte marítimo particular. Assim, você pode combinar os valores dos serviços e o
tempo estimado em cada lugar, pois a
média de parada dos passeios de escuna gira em torna de no máximo uma hora, e a
sensação de que se poderia aproveitar mais fica evidente.
Trindade
A 25 quilômetros
de Paraty, na direção sul, a Vila de Trindade é parada obrigatória. Você deixa o
seu carro em um estacionamento com valor único e aproveita o dia sem dor de
cabeça. Como o local é bem rústico, e não vi nenhum caixa eletrônico por onde
andei, indico que levem dinheiro em espécie.
A Praia do
Meio é a mais frequentada. É dela que saem os barquinhos rumo às piscinas
naturais do Cachadaço, aonde os turistas vão para apreciar a natureza e os
peixes.
O percurso também pode ser realizado por trilha dentro da mata, com uma caminhada de até uma hora.
Com muitos galhos e perigo de escorregar, não aconselho a rota, principalmente
para quem está com crianças e idosos. Na dúvida, vá de embarcação. Evite os
finais de semana, feriados prolongados e alta temporada, pois a areia fica toda
remexida e as espécies marinhas se escondem. No local, é necessário
levar água e alimentos leves, pois não existe nenhum tipo de infraestrutura e
nem banheiro.
Aconselho
também a não carregar objetos de valor alto e itens que não possam molhar, pois
tudo tem que ficar em cima de pedras altas com difícil acesso. É necessário
escalar as pedras que ficam no meio das águas para pegar os itens, e o espaço
tem que ser dividido com os demais turistas.
Outras
praias visitadas são: Cepilho, Praia Brava, Praia dos Ranchos. Todas elas já possuem
ondas, e se tornaram o point dos surfistas, não são tão visitadas pelas famílias.
Cachoeiras
| Cachoeira Sete Quedas - Foto: Alex Alves de Souza |
Paraty é
cercada por cachoeiras. No sentido da Rodovia Paraty-Cunha encontram-se algumas
das mais bonitas. As principais estão em propriedades privadas, por isso, é
necessário pagar uma taxa por pessoa para entrar.
Minhas
indicações são a Cachoeira da Pedra Branca, Cachoeira Sete Quedas (com acesso
por três quilômetros de estrada de terra, ela possui quiosques e infraestrutura
com banheiro e restaurante para almoço) e Cachoeira do Tobogã - que jovens
paratienses escorregam e fazem manobras como se estivessem surfando e, no
final, caem na água. Os turistas mais corajosos costumam descer sentados. Não
acho segura a descida, principalmente porque não existe colete salva-vidas e o
local da chegada não dá pé.
O legal é
conhecer as cachoeiras, curtir a natureza e os saguis, que vez ou outra, saem
da mata e aparecem para saudar os visitantes, mas nada de se arriscar em locais
profundos ou descidas perigosas.
Se o texto
despertou um desejo incessante de conhecer Paraty, visite o meu canal no
YouTube e conheça o local mais de perto:


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