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| Praia de Araçaípe - Foto: Renata Girodo |
Já sabe o
destino da sua próxima viagem?
Que tal
conhecer Arraial D’Ajuda, um distrito de Porto Seguro, na Bahia.
Rústico e
charmoso, o lugar reserva uma surpresa a cada esquina. Das suas belas e
paradisíacas praias, a cantinhos pra lá de especiais que bombam à noite, como a
Rua Mucugê, a Broadway e o Beco das Cores.
A
gastronomia é um espetáculo à parte, com pratos para todos os gostos e bolsos.
Se eu pudesse traduzir Arraial em uma única palavra seria: pluralidade.
Sim, a vila
que apresenta uma população hospitaleira e simpática, além de natureza
exuberante, tem passeio para quem quer relaxar e para os que preferem se
aventurar em atividades mais radicais ou esportes náuticos.
Conheça
todos os detalhes do lugar e apaixone-se!
Travessia de Balsa
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| Foto Renata Girodo |
Para chegar
a Arraial D’Ajuda é preciso atravessar de Balsa pelo Rio Buranhém. O trajeto
demora de cinco a dez minutos. Este mesmo roteiro vale também para quem quer
acessar a Praia do Espelho, Trancoso ou Caraíva.
A balsa
funciona todos os dias da semana, 24 horas. No entanto, após a meia-noite, ela
só sai de hora em hora. Antes desse período, a balsa transporta passageiros e
pedestres a cada meia hora.
A travessia
de pedestres custa R$5,00 por pessoa (valores do mês de setembro de 2019) – e o
turista só paga de Porto Seguro para Arraial. No sentido contrário não tem
custo.
Para
automóveis, o valor é diferente. Vale uma consulta na cabine antes do embarque,
porque os preços variam.
Praias
Tive a
oportunidade de conhecer todas as praias de Arraial, recomendo a experiência se
você gosta de desbravar novos lugares, e tem fôlego e disposição para boas
caminhadas.
Veja a
seguir:
Praia do Apaga Fogo
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| Foto Alex Alves de Souza |
Ela fica bem
do ladinho da balsa. É a primeira praia de Arraial. De lá, é possível avistar o
continente (Porto Seguro) do outro lado.
Como é
característica das praias do local, por conta dos recifes de corais, na maré
baixa, formam-se piscinas naturais.
O destaque
fica para o encontro do Rio Buranhém com o mar. Combinação perfeita para passar
um tempo sem agito ou badalação. Alguns trechos são bem desertos, exceto na
área do Arraial D’Ajuda Eco Parque, um parque
aquático de fama internacional, com atividades para crianças e adultos.
Praia do Araçaípe
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| Foto Alex Alves de Souza |
Quando
resolvi ir para Arraial, quase não consegui achar vídeos recentes do local. E
depois, pude descobrir o motivo. A praia fica na Estrada da Balsa, em uma
entrada escondidinha, com uma placa quase apagada.
Grande parte
dos frequentadores dessas águas são os moradores da região. Fiquei no Hotel
Arraial do Sol, com entrada próxima para a praia, por isso, todos os dias dava
uma passadinha por lá.
Na maré
baixa, formam-se piscinas naturais. No primeiro dia, tivemos a sorte de pegar a
maré muito baixa mesmo. Pudemos caminhar até um banco de areia, próximo a um
imenso paredão de corais. Lá conseguimos ver diversas estrelas-do-mar e
ouriços.
Cuidado com
os ouriços, pois eles podem furar os pés, e acabar com o seu passeio. Para
tirar os espinhos somente no Posto de Saúde. Na dúvida, evite pisar nos corais,
principalmente quando não tiver visibilidade.
Nesse perímetro,
não tem barraca de praia e nem infraestrutura. Portanto, se a ideia for passar
um tempo por lá, vale levar a sua bebida e a sua comida.
Sempre
lembrando de carregar todo o seu lixo. A natureza agradece!
Praia dos Pescadores
É a próxima
logo depois de Aracaípe. Para chegar é preciso uma caminhada de uns 25 minutos
na areia (dependendo do seu ritmo).
As
características são as mesmas da praia citada anteriormente. Por pouco, você
não consegue diferenciar onde termina uma e quando começa a outra, se não fosse
a presença de alguns barquinhos coloridos que ficam atracados na região.
Mucugê
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| Foto Renata Girodo |
Essa é a
queridinha de quem gosta de badalação e quer ver gente, rs. É a praia que fica
no centro da cidade, depois de descer uma ladeira íngreme. Quando fomos
conhecê-la, chegamos a pé. De Araçaípe, demoramos em média quarenta minutos
para chegar. O visual é muito bonito, com trechos de águas calmas, bom para a
prática de caiaque (empresas alugam os equipamentos). No entanto, tem muita
gente na areia e na água.
Ela oferece
estrutura para quem deseja ficar de boa o dia todo. Indico para famílias com
criança, que necessitam utilizar o banheiro e a ducha. Só é preciso ficar
atento aos preços do cardápio que costumam ser mais salgados.
Antes de
escolher o local, certifique-se que eles não cobram “consumação mínima” -, um
termo muito comum usado em Arraial, Praia do Espelho e Trancoso.
A consumação
mínima é um valor estipulado pelo estabelecimento, sendo tarifado por pessoa. Ou
seja, para você usufruir dos serviços precisa consumir um valor X (bebidas,
petiscos, almoço). Em baixa temporada, certas barracas abrem mão dessa cobrança,
mas em alta temporada, o turista não tem escapatória. Na dúvida, pergunte.
Parracho
Fica depois
da Mucugê, só que é bem mais vazia, e com poucas opções de barracas de praia.
Preços inflacionados!
Pitinga
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| Foto Renata Girodo |
Nos passaram
a informação que algumas vans faziam o trajeto até Pitinga. Contudo, ao menos
na Estrada da Balsa, paramos diversos veículos e todos eles tinham como destino
final a Mucugê.
Dizem que se
você for até a balsa, fica mais fácil conseguir quem te leve, mas preferimos
não arriscar.
Os carros evitam
fazer esse percurso porque o local para parada é estreito, com trechos que precisam
andar de ré.
A saída foi
pagar R$7,00, da Estrada da Balsa até a Praia Mucugê e, depois, ir andando.
Fizemos uma caminhada de mais ou menos uma hora pela areia.
O visual é
encantador, com falésias coloridas e muita natureza ao redor. Recomendo!
A Praia de
Pitinga seria apenas uma passagem, a ideia era chegar até a Praia do Taípe, a
última de Arraial.
Lagoa Azul
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| Foto Renata Girodo |
Chegamos até
a Barraca Lagoa Azul. Nesse ponto, o mar tem ondas mais fortes e alguns
buracos, por isso, não achei recomendado para o banho. Como é bem distante da praia
do centro, muita gente fica na Barraca Lagoa Azul para descansar e petiscar.
Além da
praia, o funcionário do estabelecimento nos explicou que adentrando uma trilha
de três minutos, daria acesso ao que restou da lagoa Azul, que dá nome a
barraca. O entorno que já foi grandioso, hoje, conta com uma espécie de poço
raso, com água de cor azulada.
Como não
poderia deixar de ser, fiz um banho de argila colorida. A matéria-prima que
promete rejuvenescer deixou a minha pele hidratada e sedosa. E o melhor, de
graça! Quando se sujar faz bem...
Só fiquei
chateada de como o lagoa recuou. Do jeito que a coisa está logo o lugar será
somente uma lenda, abastecida pela imaginação popular.
Taípe
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| Foto Renata Girodo |
Enfim,
depois de andar a média de quatro quilômetros e meio, saindo da Praia de
Mucugê, chegamos em Taípe. A mata preservada e as falésias imponentes são um
deleite para os olhos e um alívio para as pernas cansadas, rs.
Nada melhor
que um banho refrescante para comemorar. Só que as ondas não aliviam. O mar é
mais revolto nesse trecho. Se valeu à pena a caminhada? Sim, certamente. Novas
experiências são sempre bem-vindas para o meu currículo de viagens.
É importante
salientar que todo o trajeto de uma praia a outra só pode ser feito quando a
maré está baixando (são quatro horas esvaziando e quatro horas enchendo). De
outra forma, você pode ficar preso na praia, sem ter como voltar, e no caso de Taípe
(sem acesso à civilização). Veja na internet os sites que mostram a tábua de
marés do dia, e calcule o tempo que vai demorar de um lugar a outro.
Durante a
rota toda, andamos a média de nove quilômetros (ida e volta).
Dica:
Para
apreciar as piscinas naturais escolha o seu período de viagem na lua nova ou
lua cheia. Lembrando que o horário não é fixo. Muda sempre, com um diferencial
de 40 minutos à frente, em relação ao dia anterior.
No próximo
post, continuo falando da noite em Arraial D’Ajuda e do centro histórico.
Não perca!